sexta-feira, 8 de abril de 2011

Adaptação do ambiente em que vive o idoso

Barras nas paredes
   O espaço físico habitado é onde as coisas e pessoas se relacionam, por isso têm a capacidade de incentivar ou deprimir, de cuidar ou colocar em risco quem o utiliza. Uma casa adequada atende às necessidades dos indivíduos à medida que eles envelhecem.

Diante disso, nós, Terapeutas Ocupacionais, temos que oferecer a essa população cada vez maior e mais atuante na sociedade uma ambientação com mais segurança, adequações e conforto.

Com algumas medidas simples e modificações fáceis de serem executadas, podemos tornar nossos lares mais seguros e adaptados aos seus moradores.

1. A cama não deve ser muito alta. Deve ter uma altura entre 50 e 55 centímetros, para que a pessoa possa firmar bem os pés antes de se levantar.


2. Os interruptores precisam ficar ao alcance da pessoa na cama para que ela não tenha que se movimentar no escuro antes de acender a luz. 
3. O piso precisa ser antiderrapante e os tapetes fixos no chão. 
4. Barras de apoio no banheiro tanto no vaso como dentro do box são fundamentais para evitar queda.
5
. Os degraus devem ser substituídos por rampas de inclinação leve. Toda escada tem que ter corrimão e proteção antiderrapante e os beirais dos degraus devem ser pintados com cores berrantes, como laranja ou amarelo. O idoso deve ser orientado a descer as escadas de lado, sempre mantendo a mão mais firme no corrimão. 
6. As tomadas devem ficar na altura dos interruptores para evitar  que as pessoas tenham que se abaixar muito para alcançá-las.

7. Os móveis devem ser adaptados para serem de fácil alcance e devem ter os seus cantos arredondados. Mesas ou outros móveis que sejam muito utilizados como apoio devem ser fixados às paredes. A casa deve ter o mínimo de móveis possível, afim de que os espaços livres fiquem maiores. Os sofás devem ter braços largos para ajudar os movimentos de se levantar e se sentar.

8. Adapte as cadeiras. Todas devem ter braços laterais de apoio e encosto.

9. As prateleiras não devem ser nem muito altas ou baixas para evitar que a pessoa tenha que se esticar ou abaixar para pegar algo.

10. Adapte as maçanetas, se necessário. Todas devem ser de fácil manuseio, e as portas não devem ficar trancadas.

11. Ilumine bem todos os ambientes da casa
12. O ideal é que sempre haja alguém em casa, pois caso aconteça algo, ela poderá prestar ajuda.


Denise Macêdo 
Terapeuta Ocupacional

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Entrevista com a Bem Estar Natal - Reabilitação & Qualidade de Vida na 88,9 FM

Hoje no programa das seis  (18hs) da 88,9-Fm Universitaria, passou a entrevista com um dos nossos membros da Equipe (Alexandre), onde o mesmo falou um pouco da Terapia Ocupacional e do Projeto Bem Estar Natal.


A seguir entrevista completa.

 

Reabilitação Cognitiva

   Segundo o Centro de Medicina do Idoso (2009) a Reabilitação Cognitiva é denominada como sendo o trabalho terapêutico com o objetivo de otimizar o funcionamento cerebral após a verificação de seu déficit previamente identificado por meio de instrumento avaliativo da cognição e visa amenizar o comprometimento já estabelecido e/ou lentificar sua progressão, e ainda prevenir, compensar e promover, de forma sistemática, competências neurocognitivas do idoso através da reaprendizagem, sobretudo das atividades de vida diária, que envolvam a memória, atenção, concentração e as demais funções cognitivas.

Estimulação em Grupo ao ar livre
     A Reabilitação Cognitiva é realizada tanto individualmente quanto em grupos, quando o atendimento é grupal este é realizado em oficinas cognitivas e é caracterizada como sendo uma experiência de construção coletiva de conhecimentos. E ainda pode ser caracterizada como grupos terapêuticos onde indivíduos idosos se reúnem para realizar exercícios cognitivos terapêuticos.

   


   As atividades realizadas na oficina cognitiva são aquelas que estimulem a orientação visual-espacial, consciência corporal, atenção, percepção, memória, raciocínio, formação de conceitos, funções executivas, expressão não-verbal, performance motora, criação de imagens mentais, etc. Para tanto podem ser utilizados recursos gráficos, áudios-visuais, jogos educativos e material didático variado, dependendo do objetivo previamente definido para atividade, essas atividades podem ser ainda, atividades construtivas, produtivas, expressivas. 

   Alguns estudiosos esclarecem que exercícios cerebrais feitos de maneira rotineira apresentam efeitos positivos sobre a memória, semelhante ao que ocorre com exercícios musculares realizados para manter a forma física, a atividade cerebral também deve ser realizada com freqüência, sempre procurando estimular os sentidos: olfato, paladar, tato, visão e audição bem como músicas, diferentes cores, cheiros e texturas. Esse exercício é definido como sendo “Fitness Cerebral”, que é capacidade de se manter um estado adequado de memória. 

     O Terapeuta Ocupacional utiliza a Reabilitação Cognitiva com o objetivo  de resgatar e estimular o idoso nas atividades cognitivas, atuar na organização do seu cotidiano e proporcionar qualidade de vida, e bem-estar social.

 Izabel Silva
Terapeuta Ocupacional


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Equipe Bem Estar na Universitária FM 88,9 Natal-RN

   Hoje, a partir das 18hs, na FM Universitaria 88.9/Natal-RN, será apresentada uma entrevista sobre o projeto Equipe Bem Estar Natal, onde estaremos explicando melhor sobre os nossos serviços para a população da cidade.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Realidade Virtual

   A realidade virtual (RV) simula ambientes virtuais através de dispositivos eletrônicos, como se fossem ambientes da vida real. Esse novo tipo de tratamento tem recebido crescente atenção de pesquisadores e médicos que reconhecem os benefícios devido ao seu potencial terapêutico. 

É o caso dos novos videogames, chamado de 7ª geração (Nintendo® Wii, Microsoft® Xbox 360/ Kinect e Playstation® Move), onde os movimentos do paciente são captados por uma barra de sensor, ou câmera. Tais movimentos são semelhantes aos realizadas nas atividades de vida diária, facilitando a recuperação motora.

Esses movimentos são feitos por meio de jogos que geralmente simulam partidas de alguns esportes. Para executar bem as jogadas, o paciente precisa forçar alguns movimentos que provocam impactos positivos no organismo, fortalecendo a musculatura, facilitando a recuperação dos movimentos, estimulando a atividade cerebelar e aumentando a capacidade de concentração e equilíbrio, deixando de lado a dor física que muito atrapalha na realização das atividades realizadas no dia a dia, pois o paciente, ao “jogar”, ele tira o foco da dor, conseguindo realizar tal movimento.

   Tais dispositivos permitem ao paciente focalizar sua atenção sobre as atividades, deixando de lado os exercícios monótonos e repetitivos. Este método de reabilitação por jogos, oferece a possibilidade do paciente se propor a superar a si mesmo para conseguir melhores resultados nos jogos, o que conduzirá em maior envolvimento cognitivo. 

   Dentre as muitas possibilidades oferecidas pelo videogame, poderão ser utilizadas em pacientes para a recuperação de fraturas, lesões musculares e ligamentares ou tendíneas, em doenças neurológicas como hemiplegia, lesão medular, amputações, entre outros.

   O uso indevido ou o seu uso sem a supervisão de um especialista, poderá causar diversas complicações, tais como: tendinites em ombro, inflamação no cotovelo, rigidez muscular, lesões nos joelhos, punhos e demais articulações, síndrome do túnel do carpo, lombalgias e câimbras e outras. Dessa forma, é de extrema importância a presença de um profissional da saúde ao utilizar o videogame como forma de tratamento.






Fábio Galvão
Terapeuta Ocupacional

terça-feira, 29 de março de 2011

Massoterapia

    Massagem: Palavra de origem grega que significa “amassar.
      
    Massoterapia é o conjunto de manobras e manipulações dos tecidos moles do corpo, realizadas harmoniosa e metodicamente com fins preventivos ou terapêuticos sobre os tecidos subcutâneo, muscular, vascular (linfático e sanguíneo) e sobre os sistemas nervoso e respiratório.

    A massoterapia envolve toques rítmicos e metódicos e a compressão dos músculos e tecidos conectivos através das mãos do terapeuta, com o benefício de aumentar a circulação, estimulando a drenagem venosa, aumentando o metabolismo do tecido muscular e elasticidade, promovendo relaxamento através do sistema parassimpático realçado e  atividade do sistema nervoso simpático reduzido.
      
    A massagem como recurso terapêutico tem sido vista como uma prática eficaz para alivio de dores e prevenção de doenças. Reconhecendo o ser humano na sua forma integral, tem como objetivo, tomar o indivíduo consciente do seu corpo, das suas tensões, da sua respiração e das suas cargas emocionais, como também melhorar a nutrição dos tecidos pelo aumento da circulação sanguínea e linfática além de outros benefícios físicos e emocionais.


    De forma específica à massagem:

    1melhora da imunidade: a estimulação da pele produz ativação dos linfócitos T no organismo segundo MONTAGU (1998,p.195)
    2tem efeito calmante:  de acordo com o mesmo autor, MONTAGU (1998, p.382) o toque terapêutico diminui a ansiedade aguda em pacientes hospitalizados em procedimentos pós-cirúrgicos; e PISANI (1985 p. 110) faz referência de que quando se atua sobre o sistema nervoso autônomo, acalmam-se as emoções.
    3reabsorve edemas: segundo LEDUC (2000, p.2) facilita a circulação de retorno onde esta se encontrar lenta ou estagnada e ainda segundo JACQUEMAY (2000, p. 21) reabsorve diversas toxinas e reativa a circulação de proteínas do meio intersticial.
    4 – reduz a estafa: de acordo com DOUGANS (2001, p. 41) ajuda a aliviar os efeitos do estresse como a hipertensão, úlceras, indigestão, doenças infecciosas, distúrbios gastrointestinais, insônia, dores de cabeças, ansiedade e depressão.
    5Libera endorfinas (proteínas com propriedade analgésica): ainda conforme o mesmo autor, DOUGANS (2001 p. 44), o toque estimula o cérebro a produção de endorfinas pela glândula pituitária.
                   
    Os efeitos adversos da massagem são poucos, e as contra indicações são designadas a evitar uma precipitação da queda na pressão sanguínea ou a expansão de substâncias prejudiciais nos fluídos corporais. Na técnica da massoterapia encontramos as neoplasias na maioria dos casos como contra-indicadas para a utilização da mesma, devido ao risco de expansão de células neoplásicas, podendo promover metástases através do aumento do fluxo linfático. No entanto em pacientes em que a doença se apresenta na fase terminal, o risco de expansão metastática se torna irrelevante comparado aos benefícios fisiológicos e os efeitos psicológicos da massagem, no qual apresenta um potencial positivo para melhora da função, alivio dos sintomas e contribuição para uma melhor  qualidade de vida.



    Alexandre Ferreira
    Terapeuta Ocupacional


    segunda-feira, 28 de março de 2011

    Bandagem Funcional

        Muitas pessoas se perguntam o que realmente é, e para que serve uma bandagem funcional. Muitas vezes são associadas à bandagem com gesso, mas não é.
          
       Essas aplicações por bandagem são de origem oriental, mas bastante utilizada na Europa, aos poucos vêm sendo reconhecida aqui no Brasil, é bastante utilizada em atletas de diversas modalidades olímpicas e jogadores de futebol.

       A procura pela bandagem, na maioria das vezes é para alivio da dor e estabilização articular, porém, o uso através de algumas técnicas de aplicação pode ajudar nos combates a dores musculares, edemas, drenagem linfática e até mesmo sintomas de cólicas pré-menstruais. Seus princípios se baseiam na capacidade de regeneração natural do corpo e ainda proporciona total flexibilidade.
      
       A bandagem também age enviando informações sensoriais na região onde foi realizada sua aplicação. Trata-se, portanto, de uma técnica de bandagem adesiva não medicamentosa, que vem se expandido devido aos excelentes resultados que proporciona e é cada vez maior o número de profissionais que a utilizam.
        
       Existem diversas técnicas para realizar a bandagem funcional, cabe ao profissional escolher a melhor técnica para cada tipo de lesão e/ou prevenção para seu paciente.



    Luiz Gondim
    Terapeuta Ocupacional