quinta-feira, 9 de junho de 2011

Um Panorama da Saúde Mental no Brasil e a busca pelo bem estar mental

A Terapeuta Ocupacional e também colaboradora do blog Bem Estar Natal, Leidiane Queiroz, fala um pouco da realidade da saúde mental em hospitais psiquiátricos, realidade essa, que a mesma trabalha e conhece muito bem no seu dia-dia.

Falar de Saúde Mental hoje é falar de uma atenção voltada para o usuário de forma integral dentro de um modelo biopsicossocial. Os hospitais psiquiátricos e o antigo modelo de assistência já não atendem mais as demandas desta clientela por diversas razões. Houve mudanças no perfil dos usuários onde agora há um crescente aumento da população dependente de Crack e outras drogas, além de evolução nas formas de se conduzir os tratamentos.

Em decorrência dos movimentos sociais foi possível a construção e existência de políticas públicas baseadas nos conceitos da reforma psiquiátrica. Ultimamente encontra-se entre as prioridades do Governo Federal a Atenção (e não mais apenas assistência) voltada para a Saúde Mental dos brasileiros, enfatizando políticas de combate ao Crack. Evidentemente, a ações em Saúde Mental no Brasil ainda necessitam avançar muito, pois em contrapartida ao movimento de reforma e contra a própria Política de Saúde Mental há um movimento contrário que defende as antigas formas de tratamento pautadas no internamento hospitalar como melhor forma de atender a pessoa com doença mental. Neste jogo de interesses, é preciso antes de tudo ter uma sensibilidade acurada para poder compreender o que se passa com o sujeito para só então poder entender a necessidade de romper com antigas práticas.  

No antigo modelo, o Hospitalocêntrico, o sujeito se colocava como paciente, especialmente passivo, condenado a romper com seu cotidiano, com seus vínculos, com sua vida e condenado a passar dias esquecido nas gigantes alas do manicômio. E era assim esse círculo vicioso: crise, internamento, rompimento social e cotidiano, controle da crise e muitas vezes o controle da voz e da vez, retorno ao convívio da família ou não, situação de desamparo na rede, controle medicamentoso, crise, internamento, rompimento social e cotidiano... 

O novo modelo de saúde mental aponta para uma quebra deste círculo vicioso que ia cada vez mais minando a autonomia do usuário e amontoando residentes em hospitais. Agora é preciso cuidar integralmente desde a primeira crise. São novos serviços: Centros de Atenção Psicossociais – CAPS, Núcleos de Atenção a Saúde da Família, Consultórios de Rua, Leitos em Hospitais Gerais, fortalecimento da rede de atenção básica, compactuação com a rede intersetorial.  

Nessa fase de transição ainda não é possível pensar em políticas voltadas especificamente para a promoção da Saúde Mental e pouco é feito na prevenção. Acredito ser esta a estratégia necessária para oferecer um serviço ampliado. Devemos, portanto, encontrar maneiras de cuidar de vez da nossa mente assim como muitas vezes cuidamos do nosso corpo. Necessitamos de programas de saúde, cultura, cidadania e lazer voltados para promoção e prevenção de doenças mentais.





Leidiane F. Queiroz
Terapeuta Ocupacional
Diretora Científica e Cultural - ATORN
Membro da ABRATO
Integrante da Comissão de Saúde Funcional do CREFITO 1

Profissionais da Bem Estar falam do tratamento com videogame para turma de T.O da UnP


Nesta quarta-feira (08/06), profissionais da Equipe Bem Estar Natal foram a Universidade Potiguar-UnP, a convite da professora Caroline Sousa, mostrar um pouco do trabalho terapeutico realizado com o Wii, proporcionando aos alunos de forma prática a relacionar os movimentos utilizados no jogo, com os movimentos músculo-esquelético exercidos pelo corpo.

Ps.: Acredito que seria uma otima forma de ensino, levando um novo recurso para dentro da sala de aula. 

Parabenizo e agradeço em nome da Equipe Bem Estar Natal a Terapeuta Ocupacional/ Professora Caroline Sousa pelo convite.


Confira na imagem abaixo a apresentação:

Clique na imagem

domingo, 5 de junho de 2011

CORPOREIDADE: “ PROCESSO DE (RE)CONQUISTA DA SINGULARIDADE”

O sensível é o ser que me atinge no que tenho de mais secreto, o estado bruto ou selvagem (...), Merleau-Ponty (2004). A sensibilidade está diretamente interligada  com a subjetividade singular de cada indivíduo diferentemente da subjetividade capitalista (dominante) que acabamos por ser produto passivo do meio, replicadores de gestos, ações, palavras e idéias coletivas advindas da sociedade vivente. Acreditasse na importância de se buscar artifícios que encontrem outros territórios diferentes dos automatismos anestesiantes de coletividade,modificando a funcionalidade dos sentidos.
 
 A percepção está relacionada com a interpretação dos estímulos sensoriais. Quando instigamos e “incomodamos” o indivíduo a “ver” verdadeiramente o que está a sua volta e não somente “olhar”, estamos trabalhando a percepção, interpretando a nós mesmos, ao outro e ao espaço contextualizado, tendo a chance de responder de forma mais adaptativa ao meio. Percebendo (interpretando) esses estímulos, nos deparamos a todo instante com a construção e a (re)conquista da singularidade, tendo como benefícios dessa construção a autenticidade, confiança, segurança, entre outros.
Em circunstâncias comuns, as pessoas não prestam atenção às suas sensações corporais. Só costumam fazê-lo em  situações em que há urgência ou de uma dor extrema ou um intenso prazer as estimulam. É necessário entrar no processo de autoconhecimento pelo próprio corpo, ou seja, pela consciência corporal, inicialmente.

As ocupações têm um papel fundamental na produção corporal, elas acabam por moldar e organizar sua estruturação. Tudo que está a nossa volta é percebido através da sensopercepção, se o corpo é privado ou mesmo durante a vida não recebe estímulos no âmbito qualitativo, qual será o nível de desempenho ocupacional desse indivíduo? Acreditasse então na necessidade de um maior número e  qualidade de experiências vivenciadas para que haja um repertório rico em sensações e aprendizado através das percepções.

Ao aprender o contato consciente através da abordagem corporal, Vishnivetz apud Gerda Alexander (1987), acredita que os indivíduos que passam pelo processo de reconquista da singularidade através de vivências corporais, ficam mais atentos ao que faz e como o faz. E dessa maneira aprende a se cuidar e a dar-se conta do que significa manter sua saúde. Gradualmente, torna-se independente quanto aos cuidados pessoais, visto que confia na percepção de si mesma para saber o que está lhe acontecendo em certos momentos e como enfrentá-los quando for necessário encontrar uma solução.

Bem Estar Natal: 
(84) 3081-3912
(84) 9694-9632

Alexandre Ferreira
Terapeuta Ocupacional





 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Novo Número para Contato da Bem Estar

Devido a pedidos e também para facilitar o contato de nossos pacientes/ clientes, colaboradores e de nossas parcerias, a Equipe Bem Estar Natal agora dispõe de uma linha fixa, confira e obrigado pela confiança!

Entre em contato e marque sua consulta.

Bem Estar Natal, levando até você Qualidade de Vida com conforto e segurança.
  
Agora mais perto de você!




Telefone Fixo: (84) 3081-3912
Celular (Tim): (84) 9694-9632

terça-feira, 31 de maio de 2011

Matéria para o Programa Viver Bem

Assista agora no video abaixo, a matéria completa com a Equipe Bem Estar no programa Viver Bem da TV Ponta Negra/SBT, que vai ao Ar todo sábado as 09hs.

A reportagem fala do trabalho realizado pela equipe Bem Estar Natal desenvolvido em residências, tanto individual, quanto em grupo, bem como da reabilitação cognitiva. Confira!



sábado, 28 de maio de 2011

Práticas Integrativas e Complementares de Saúde

A Equipe Bem Estar Natal também disponibiliza de serviços complementares de saúde (PICS), os responsaveis de nossa equipe por estas práticas explicam um pouco melhor sobre essas técnicas.

PICS – Práticas Integrativas e Complementares de Saúde

Alexandre Ferreira / Izabel Silva
Práticas Integrativas e Complementares (PIC) são técnicas que visam atenção à saúde do indivíduo nas esferas da prevenção, tratamento ou cura, reconhecendo o ser integral (mente/corpo/espírito) e não um conjunto compartimentado,  abordando os aspectos físicos associados aos componentes psicológicos e psíquicos do ser. Elas são ainda conhecidas como medicina holística. Estão baseadas em algumas técnicas terapêuticas reconhecidas e aprovadas pelo Conselho Nacional de Saúde e que foram implantadas na rede de saúde pública.
  
A Organização Mundial de Saúde (OMS) vem estimulando a prática da Medicina Tradicional, Medicina Complementar e Alternativa nos sistemas de saúde de forma integrada às técnicas modernas da Medicina Ocidental e que em seu documento, Estratégia da OMS sobre Medicina Tradicional 2002/2005 preconiza o desenvolvimento de políticas de saúde observando os requisitos de segurança, de eficácia, de qualidade, de uso racional e de acesso (3,4,6). 

Entre as novas estratégias em busca dessa integralidade, o Ministério da Saúde, através da Portaria Ministerial Número 971/GM, de 03 de maio de 2006, aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS, , apontado como principais práticas a Acupuntura, a Homeopatia, a Fitoterapia, o Termalismo e a Medicina Antroposófica, entre outras terapias de harmonização corpo e mente (3, 4, 6).

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Entrevista para o Programa Viver Bem




Nesta sexta (20.05) a equipe Bem Estar Natal foi entrevistada pelo Programa Viver Bem da TV Ponta Negra. O programa tem como objetivo ensinar aos seus telespectadores os caminhos para uma vida mais saudável e feliz. Na ocasião a nossa equipe apresentou o histórico da Bem Estar e os objetivos da Reabilitação Cognitiva. A reportagem será exibida no Viver Bem no dia 28.05 sábado, às 08:00h.



Veja abaixo, clicando na imagem, fotos de bastidores da matéria que irá ao ar em breve.

Clique na imagem para ampliar